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Carne clandestina: um perigo para o consumidor

A clandestinidade envolve a produção, comercialização e distribuição de produtos sem o devido controle sanitário e regulamentação, representando riscos significativos para os consumidores e para o mercado legal.

Transmissão de Zoonoses e Doenças Graves

Tuberculose e Brucelose: Comuns em rebanhos não monitorados.

Cisticercose: Causada por larvas de tênia presentes em carnes contaminadas.

Botulismo: Risco elevado em conservas artesanais (como palmito) sem registro.

Salmonelose e Toxoplasmose: Transmitidas por falta de higiene no manejo.

Contaminação Química e Biológica

Resíduos de Medicamentos: Produtos sem controle podem conter níveis perigosos de antibióticos, o que pode causar resistência bacteriana em humanos.

Proliferação Bacteriana: O abate em locais impróprios favorece o crescimento de bactérias como E. coli e Salmonella.

Toxinas: Fungos e toxinas podem se desenvolver em produtos armazenados incorretamente.

Falta de Higiene e Perigos Físicos

Ambientes Insalubres: Produtos clandestinos são frequentemente processados sem água tratada, em locais com presença de pragas e sem refrigeração adequada.

Corpos Estranhos: Risco de encontrar fragmentos de metal, madeira ou outros objetos que podem causar ferimentos. 

Como se proteger

Sempre verifique a presença dos selos de inspeção oficial nos rótulos, que garantem que o produto passou por fiscalização rigorosa: 

SIF: Serviço de Inspeção Federal (venda em todo o país).

SIE/SISP: Serviço de Inspeção Estadual (venda dentro do estado).

SIM: Serviço de Inspeção Municipal (venda dentro do município).

SISBI: Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária. (venda em todo país)

Caso encontre irregularidades, você pode denunciar à Vigilância Sanitária ou ao Serviço de Inspeção Municipal.

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